Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher
← Voltar

Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher

Migs, hoje é uma data importante para todos, sobretudo para mulheres, porque é considerado como Dia Nacional de Luta Contra Violência à Mulher. Essa data ressalta um problema social e de saúde pública bastante grave e, infelizmente, ainda muito recorrente em nosso país. Não se engane em achar que isso atinge apenas um grupo restrito de mulheres, Migs! É exatamente o contrário: a violência à mulher pode atingir a todas nós, independente de etnia, religião, escolaridade e classe social, capaz de acontecer de diferentes formas e em diferentes cenários.

Assim como qualquer ato que viole os direitos e a integridade física ou moral de qualquer pessoa, a violência contra mulher não deve ser ignorada ou disfarçada, nem pela vítima e nem por aqueles que presenciaram isso de alguma forma. Precisa ser denunciado sob qualquer circunstância, principalmente quando se tratam de casos que colocam em risco a vida da mulher, para poder ser combatido.

Como surgiu o Dia Nacional de Luta contra Violência à Mulher?

Dia 10 de outubro representa o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. A data foi criada em 1980, após um protesto realizado em São Paulo, quando mulheres ocuparam as escadarias do Teatro Municipal para protestar contra o índice crescente dos crimes de gênero em todo o país. Atos de luta, protesto e conscientização são importantes para expor este cenário de violência, que infelizmente ainda persiste em nossa sociedade.

Existem inúmeras conquistas de direitos para mulheres que nasceram da nossa luta ao decorrer das décadas. Não lutamos sozinhas e podemos contar com o apoio daqueles que nos querem bem, no entanto, sabemos que nós protagonizamos esses passos tão importantes e marcantes. Ainda há um longo caminho a ser percorrido na busca pela equidade.

mãos dadas simbolizando a união - Luta contra violência à mulher
#PraCegoVer mãos dadas simbolizando a união com “freedom” (liberdade) e “sorority” (sororidade) escritos nos braços.

Por que essa data é dedicada especialmente à luta pelas mulheres e não para todos?

Boa pergunta, Migs! Vou explicar pra você: os indicativos de mulheres que sofrem agressões e que são vítimas do feminicídio são altos demais e são excessivamente maiores do que aos dos homens sob as mesmas circunstâncias. E, mesmo que com menos casos, em nenhum momento as ocorrências masculinas se tornam inferiores. No entanto, muitas mulheres morrem apenas por serem mulheres e os casos só aumentam. Parece estranho pensar isso, eu sei, mas é exatamente isso que significa o feminicídio: o homicídio praticado contra a mulher pelo fato de ser mulher.

Vamos ver as estáticas para entender esse cenário, Migs? Segundo um levantamento feito pelo Instituto Datafolha para avaliar o impacto da violência contra as mulheres no Brasil dentro do período de 12 meses entre 2018 a 2019, cerca de 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, enquanto 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Entre os casos de violência, 42% ocorreram no ambiente doméstico. Após sofrer uma violência, mais da metade das mulheres (52%) não denunciou o agressor ou procurou ajuda. E segundo os dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMDH) analisados até o mês de maio de 2020, os atos de violência contra mulher aumentaram em 40% durante a pandemia, com base nos casos denunciados ao 180 (central de Atendimento à Mulher). Assustador, né Migs?

Quais são os tipos de violência que uma mulher pode sofrer?

Migs, você sabia que a violência não é resumida somente a agressão física? Pois é, a violência à mulher pode acontecer de várias maneiras, algumas mais alarmantes e outras mais sutis, mas ainda assim com um impacto muito grande na vida da vítima. Para te ajudar nessa caminhada, trouxe aqui a explicação dos tipos de violência que uma mulher pode sofrer. Afinal, precisamos conhecer para poder combater. Veja só:

Violência Psicológica

É qualquer ação que tenha como consequência algum dano emocional e diminuição da autoestima, que prejudique ou impeça o desenvolvimento da mulher ou que tente controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Atitudes de ameaça, humilhação, insultos, perseguição, chantagem e exploração moldam a violência psicológica. Você não precisa e nem deve aturar situações como essas, Migs! Ações pessoais para aumentar a autoestima ou para tratar problemas emocionais e impedir que outras pessoas prejudiquem esse processo são importantes na mesma proporção.

Violência Sexual

Qualquer atitude que, por intimidação, ameaça, coação ou uso da força que te faça presenciar, manter ou participar de alguma relação sexual não desejada se enquadra como violência sexual. Abuso, estupro, impedir o uso de métodos contraceptivos e forçar matrimonio, gravidez ou aborto são exemplos disso. Lembre-se, Migs: não é não.

Violência patrimonial

Se alguém destrói ou pega uma quantidade parcial ou total de seus objetos (que por direito são somente seus), instrumentos de trabalho, documentos pessoais, recursos econômicos para te obrigar a fazer algo contra sua vontade, ele estará praticando a violência patrimonial. Vou dar alguns exemplos, Migs: controlar o seu dinheiro, deixar de pagar pensão alimentícia dos filhos ou te privar de bens e valores econômicos são casos comuns que ilustram bem esse tipo de situação.

Violência Moral

Qualquer ação caracterizada como calúnia, difamação ou injúria, como acusar a mulher de traição sem nenhuma prova ou qualquer critica mentirosa, expor a vida intima por fotos ou falas sem a autorização da mulher, desvalorizar e diminuir com falas agressivas, seja pelo seu jeito de ser, de falar ou de se vestir são atitudes definidas como violência moral. Em qualquer oportunidade que tiver, o ideal é desvincular de qualquer pessoa que a trate assim.

Violência Física

Deve ser levado em conta qualquer atitude que atinja a integridade ou saúde corporal da mulher, como espancamento, atirar objetos ou apertar qualquer parte do corpo na intenção de machuca-la, estrangulamento, lesões com objetos cortantes, tortura ou ferimentos causados por queimaduras ou armas de fogo. Em qualquer uma dessas situações, denuncie na primeira oportunidade que tiver, seja com você, com alguma amiga, vizinha ou familiar. É realmente muito grave, Migs! Atitudes violentas como essas podem levar uma mulher a morte. Ligue 180.

Com quem eu posso contar se eu ou alguma amiga estiver sofrendo qualquer tipo de violência?

Se você ou alguma mulher próxima precisa de ajuda, ligue 180 para Central de Atendimento à Mulher. Eles prestam um serviço de escuta qualificada às mulheres em situação de violência. A partir da queixa, eles registram e encaminham a denúncia de violência à mulher aos órgãos competentes. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

A Central também fornece informações sobre os direitos da mulher, como os locais de atendimento mais próximos e apropriados para cada caso, como delegacias, centros de acolhimento e defensorias públicas. O Ligue 180 atende todo o território nacional.

Para combater esse tipo de abuso, as mulheres precisam saber que não estão desamparadas. Além do Ligue 180 para denuncias e apoio, há também mecanismos legais previstos pelo Código Penal Brasileiro como o DECRETO-LEI nº 2.848, de 07/12/1940, que define os crimes de calúnia, injúria, difamação e ameaça, e a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340, de 07/08/2006) que traz os instrumentos para reprimir a violência doméstica e familiar contra a mulher, inclusive a violência psicológica.

Migs, fique atenta e em caso de violência, lembre-se: você não está sozinha! Conte com o apoio daqueles em quem você confia e ligue 180 para recorrer aos seus direitos.

Me conta aqui nos comentários o que você achou desse conteúdo, Migs! Existe alguma maneira que eu possa te ajudar? Estou aqui pra isso! #VamosJuntas <3

Rafaela Romani

@rafarmni

Estudante de Publicidade e Propaganda | Criadora de Conteúdo para UAUBox.

guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Loccitane Brand Natura Brand Relax Brand Body Shop Brand Up2You Brand KUR Brand Hidra Brand
Ei Mig
Vem descobrir o conteúdo feito especialmente para você e sua autoestima Se inscreva já porque eu to louca para te conhecer melhor!
Ei Mig
Vem descobrir o conteúdo feito especialmente para você e sua autoestima Se inscreva já porque eu to louca para te conhecer melhor!