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O que é Educação Sexual

Migs, vamos falar de um assunto delicado, sobretudo muito importante?

Não é um assunto que costumamos falar por aqui, mas no momento em que vivemos, se faz necessário. Vamos nos conscientizar sobre o que é educação sexual e qual seu papel.

O papel da Educação Sexual

Um assunto que muitas vezes é tido como um tabu dentro de muitas famílias é a Educação Sexual, principalmente se voltada para as crianças.

Contudo, este termo é, às vezes, mal interpretado e as pessoas tem uma ideia errada do seu significado e desconhecem a sua importância. Por isso, vamos juntas compreender melhor a definição do que é Educação Sexual?

Educação Sexual é um termo utilizado para se referir ao ensinamento e esclarecimento de dúvidas sobre temas relacionados à sexualidade, abordando a anatomia, a psicologia e aspectos comportamentais relacionados ao desejo e ato sexual e a reprodução humana. E não, não te ensina a fazer sexo.  

A ONU relaciona o tema sobre Educação Sexual com os direitos das crianças e jovens e o direito que toda pessoa tem à saúde, educação, informação e não discriminação.

Segundo a ONU a Educação sexual é:

“Educação sexual é um programa de ensino sobre os aspectos cognitivos, emocionais, físicos e sociais da sexualidade. Seu objetivo é equipar crianças e jovens com o conhecimento, habilidades, atitudes e valores que os empoderem para: vivenciar sua saúde, bem estar e dignidade; desenvolver relacionamentos sociais e sexuais respeitosos; considerar como suas escolhas afetam o bem estar próprio e dos outros; entender e garantir a proteção de seus direitos ao longo da vida.” (UNAIDS, Guia técnico para educação sexual).

A discussão ao redor da educação sexual envolve a prática de projetos que dão espaço para reflexões relacionadas ao sexo, a segurança, ao afeto, ao seu corpo e ao do outro e ao respeito, ensinando sobre a importância e o uso correto de preservativos, afim de justamente evitar situações indesejadas, como uma gravidez não planejada ou doenças sexualmente transmissíveis, como HIV e DST’s, proporcionando consciência sobre o corpo, bem-estar e dignidade.

Aqui no UAUBlog já falamos sobre coceiras na partes íntimas, e este é um assunto que se encaixa dentro desse tema e é super relevante, por exemplo. Ta vendo como engloba coisa importante?

Mas por que a educação sexual é tema para crianças?

Compreendemos que na adolescência a curiosidade sobre sexo surge dentre os jovens e, por isso, a implementação da Educação Sexual já se faz necessária. Mas o primeiro contato com este tema deve anteceder essa fase.

Mesmo que você estranhe trazer este assunto para a vida de uma criança, o objetivo disto é único: tornar a criança capaz de reconhecer possíveis abusos.

Os pais e outras pessoas adultas que fazem parte do convívio da criança, muitas vezes, esperam o momento certo para ter com ele ou ela “aquela conversa” ou então, sequer veem responsabilidade sob isso e permitem que a vida os ensine por completo. Mas vivemos em um país que apresenta taxas preocupantes relacionadas ao abuso e estupro infantil. Segundo a pesquisa feita pelo O Globo, em 2018, três crianças ou adolescentes foram abusadas a cada 1 hora no Brasil, totalizando 32.082 vítimas entre o 0 aos 19 anos.

Você compreende a problemática nisso tudo?

Educação sexual é sobre cuidado, autoconhecimento e autonomia do corpo. É necessário que a criança seja capaz de reconhecer o que são abusos e que ela não deve aceitar nenhum tipo de “carinho”, seja de quem for, se aquilo o faz se sentir triste, culpado, com medo, vergonha ou machucado.

#Compreensão do corpo

Permita que a criança compreenda e conheça o que são suas partes íntimas e em que situações, por quem e como elas podem ser tocadas. Em casos que precisam de ajuda no banheiro ou banho ou em situações de atendimento médico (com a mamãe ou o papai junto) são um exemplo, e elas sempre devem se sentir confortáveis com aquilo.

#Entender o que é carinho

Se algum carinho machuca, constrange ou desconforta a criança, já não deve mais considerar aquilo um ato carinhoso. E ela pode e deve dizer não àquilo e a outra pessoa deve respeita-la. Isso precisa estar claro para criança, pois muitas vezes o abusador encobre o ato dizendo que “é só um carinho” e a criança se sente coagida e envergonhada em dizer não.

#Não é não, em qualquer situação

Ser carinhoso e afetuoso vem da criança e daquilo com que ela está acostumada a ver e receber, isso é certo. Mas não é por isso que ela deve aceitar todos os carinhos que são destinados a ela. Ela pode e deve dizer não em qualquer situação, seja para familiares ou amigos, mesmo em situações que não são fingimento e que não se enquadram como abusos. Isso normaliza a compreensão de que a vontade dela deve permanecer quando se tratar do próprio corpo.

#O abuso pode vir de muitas formas

Há ocorrências em que a vítima foi abordada por desconhecidos na rua ou transportes públicos, há também casos dentro de escolas, com professores e gestores, na casa de amigos, por familiares do colega, e até na casa dos próprios familiares, em que o abusador pode ser um cuidador(a), avô, tio, irmão, padrasto, pai e outros. Instrua a criança em como ela deve reagir em cada situação e que tudo sempre deve ser relatado a quem ela confia.

#Fique de olho

Mesmo que a criança passe por este aprendizado, não significa que ela está imune aos riscos, infelizmente. Por isso, fique atenta a sinais dados pela criança e as pessoas ao seu redor. Se a criança demonstrar sinais de medo e traumas talvez seja motivo para desconfiar. E para acessá-la, nem sempre perguntar diretamente será a maneira mais eficaz, tente atividades didáticas como desenhos ou histórias e repare em suas reações.

Quem ensina sobre Educação Sexual?

E essa comunicação não deve partir somente da família, mas nas escolas também. Isso porque, mesmo que você tome todas as precauções possíveis com as crianças presentes na sua vida, não significa que todos farão assim. Há familiares que não tocam no assunto por tratarem como impróprio ou por não saberem quando e como abordar esse tema e, ainda pior, há casos em que o abusador é um membro da própria família da criança – estes são os que mais acontecem, equivalente a, em média, dois terços dos episódios abusos registrados.

Existem maneiras adequadas de abordar a educação sexual conforme a idade da pessoa para quem você está explicando. É importante que esse aprendizado aconteça dentro e fora da esfera familiar, porque assim a criança tem maiores chances de entender sobre isso e, caso precise, saberá a quem pedir ajuda.

Para te ajudar na abordagem deste tema tão delicado e complexo, listei três livros de histórias infantis para falar com crianças sobre segurança intima:

#1. A mão boa e mão boba

Com uma linguagem simples e educativa, o livro mostra, através de uma narrativa feito pela autora Renata Emrich, a diferença entre toques amigos e toques abusivos para as crianças.

Livro “A Mão Boa e a Mão Boba”

#2. Não me toca, seu boboca

A autora Viviana Taubman aborda esse tema de uma maneira leve e lúdica em seu livro, demonstrando à criança meios de reconhecer uma situação de abuso e se proteger.

Livro “Não Me Toca, Seu Boboca”

#3. O Segredo de Tartanina

Um dos meios de mascarar o abuso, é através do segredo. Este livro conta de uma forma lúdica a história de Tartanina, uma tartaruga que passou por uma situação abusiva e que, por conta do medo, não conseguia pedir ajuda de ninguém. Usando uma linguagem didática, o objetivo é demonstrar o que a vítima deve fazer em situações de abuso sexual.

Livro “O Segredo da Tartanina”

Eu sei que esse é um tema complicado, mas ainda assim, são necessário serem debatidos. Me conta o que você achou desse post, estou sempre aberta à bons diálogos, migs!

Vem ser UAU <3

Rafaela Romani

Estudante de Publicidade e Propaganda | Criadora de Conteúdo para UAUBox.
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