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Três mulheres e o que seus trabalhos representam para todas nós

Vamos falar de mulheres fortes, guerreiras e empoderadas?
Simmm! Mas porquê? Estamos enfrentando uma fase muito difícil para todas nós. Seja profissionalmente, financeiramente, psicologicamente, socialmente, enfim, cada uma com suas limitações, questões e dificuldades, mas não dá para negar que a pandemia trouxe consigo não só os riscos que de praxe conhecemos como diversos problemas que somente passando por eles estamos aprendendo a lidar.

A falta da presença dos que amamos, a restrição das atividades rotineiras, em alguns casos a redução da renda, enfim são diversas situações que estamos enfrentando e que tem nos mostrado o quanto somos fortes. Muitas de nós nem tinha o conhecimento dessa guerreira que vivia aqui dentro de cada uma de nós até ela ser posta para fora. Mas não é de hoje que as mulheres se sobressaem pela sua força, coragem, determinação e garra. Historicamente, as mulheres são um marco de  coragem.
Hoje, especialmente, queremos enaltecer três nomes, que para nós são ícones. Marcadas pela sua trajetória essas mulheres são exemplos muita determinação, mesmo em meio a diversidades.
Vamos à nossa injeção de ânimo do dia?

#1 Malala Yousafzai

Feminista. Sobrevivente da violência extremista do Talibã. Símbolo da luta pelo direito à educação das meninas. Título de destaque: a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz, com apenas 17 anos. Malala Yousafzai nasceu no Vale do Swat, no norte do Paquistão, no dia 12 de junho de 1997 e ficou conhecida no mundo todo em um episódio em que foi baleada em um ônibus escolar, quando estava voltando para sua residência em um período em que as jovens eram impedidas de frequentarem a escolas. Isso fez com que ela saísse em defesa da educação para todos.

Malala possui alguns livros publicados, mas para deixar você com água na boca para conhecer mais sobre a história dessa menina corajosa selecionamos trechos do livro Eu sou Malala: a história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã (Ed. Companhia das Letras) que citam episódios, reflexões e opiniões da menina paquistanesa, em sua própria descrição. Confira:


Livros e Prêmios

Além desse, Malala possui outros títulos publicados. Somente com a autobiografia escrita por Christina Lamb, recebeu o equivalente a 7 milhões de reais e anunciou a criação de um fundo que leva seu nome para promover a educação para meninas no Paquistão. No dia 10 de outubro de 2013, Malala Yousafzai recebeu o Prêmio Sakharov, dado pelo Parlamento Europeu.

Sobre seu nascimento

“No dia em que nasci, as pessoas da nossa aldeia tiveram pena da minha mãe, e ninguém deu parabéns a meu pai. Vim ao mundo durante a madrugada, quando a última estrela se apaga. Nós, pachtuns, consideramos esse um sinal auspicioso. Meu pai não tinha dinheiro para o hospital ou para uma parteira; então uma vizinha ajudou minha mãe. O primeiro bebê dos meus pais foi natimorto, mas eu vim ao mundo chorando e dando pontapés. Nasci menina num lugar onde rifles são disparados em comemoração a um filho, ao passo que as filhas são escondidas atrás de cortinas, sendo seu papel na vida apenas fazer comida e procriar.”

Primeiras memórias da escola

“Eu brincava no pátio da escola. Meu pai diz que mesmo antes de saber falar eu caminhava vacilante sala de aula adentro e me comportava como se fosse a professora. Algumas mulheres da equipe escolar, como a srta. Ulfat, me colocavam no colo como se eu fosse um bichinho de estimação. Aos três ou quatro anos fui colocada em turmas de crianças bem mais velhas. E ficava maravilhada ao ouvir todas as coisas que eram ensinadas. Às vezes eu imitava os gestos das professoras. Posso dizer que eu cresci em uma escola.”

Sobre sua mãe

“Minha mãe começou a frequentar a escola aos seis anos e a abandonou com a mesma idade. Ela era uma exceção na aldeia, pois seu pai e seus irmãos incentivaram-na a estudar. Era a única menina numa classe de garotos. Carregava com orgulho a bolsa com os livros e declarava que era mais inteligente que os meninos. Mas todos os dias deixava as primas brincando em casa e as invejava. Não parecia fazer sentido frequentar a escola para depois terminar cozinhando, limpando e tendo filhos. Por isso, um dia ela vendeu os livros por nove annas, gastou o dinheiro em doces e nunca mais voltou a estudar.”

Antes do Talibã

“Eu lia livros como Ana Karênina, do Leon Tolstói, e os romances de Jane Austen. Confiava nas palavras de meu pai: ‘Malala é livre como um pássaro’. Quando ouvia as histórias sobre atrocidades que aconteciam no Afeganistão, eu celebrava o Swat [sua aldeia no Paquistão]. Aqui uma menina pode ir à escola, eu dizia. Mas o Talibã estava logo ali, na esquina, e era pachtum como nós. Para mim, o vale era um lugar ensolarado. Não pude ver as nuvens se juntando atrás das montanhas. Meu pai costumava falar: ‘Vou proteger sua liberdade, Malala. Pode continuar sonhando’.”

Interesse por política

“Desde pequena me interesso por política. Ficava sentada  nos joelhos de meu pai, ouvindo tudo que ele e seus amigos discutiam. Mas me preocupava mais com as coisas próximas de nossa casa – com a nossa rua, para ser exata.”

Após a chegada do Talibã

“Foi a escola que me fez seguir em frente naqueles dias sombrios. Quando andava na rua, parecia-me que cada homem com quem eu cruzava podia ser um talibã. Escondíamos nossas bolsas e nossos livros sob o xale. Meu pai sempre dizia que a coisa mais bonita nas aldeias, toda manhã, era ver as crianças usando uniformes escolares. Mas agora tínhamos medo de usá-los.”

Falsa trégua

“Naquele inverno nevou como sempre, mas não havia a mesma alegria em fazer bonecos de neve. Com o frio, os talibãs desapareceram nas montanhas, mas sabíamos que retornariam e não fazíamos ideia do que teríamos pela frente. Acreditávamos que a escola voltaria a funcionar. O Talibã podia tomar nossas canetas e nossos livros, mas não podia impedir mentes de pensar.”

Sobre sua luta

“Quando cruzamos o desfiladeiro Malakand, vi uma mocinha vendendo laranjas. Para cada laranja que vendia, ela fazia uma marquinha com lápis num pedaço de papel, pois não sabia ler nem escrever. Tirei uma foto e jurei que faria tudo o que estivesse a meu alcance para ajudar a educar garotas como ela. Era essa a guerra que eu ia travar.”

Sobre o medo

“Não falei nada para meus pais, mas, toda vez que saía, tinha medo de que talibãs armados me saltassem à frente ou que jogassem ácido no meu rosto, como tinham feito com diversas mulheres no Afeganistão. Sentia medo principalmente dos degraus que levavam até nossa rua, onde os meninos costumavam ficar. Às vezes, pensava ouvir passos atrás de mim ou imaginava figuras se esgueirando nas sombras.”

O atentado

“Algumas pessoas escolhem bons caminhos e algumas escolhem caminhos ruins. A bala atirada por um homem me atingiu, fez meu cérebro inchar, roubou a minha audição e cortou o nervo do lado esquerdo de meu rosto em menos de um segundo. E depois desse segundo milhões de pessoas rezaram por mim, por minha vida, e médicos talentosos me deram meu próprio corpo de volta. Eu era uma boa menina. Meu coração tinha apenas o desejo de ajudar as pessoas. Não fiz nada com o objetivo de receber prêmios ou dinheiro. Sempre rezei a Deus: ‘Quero ajudar as pessoas. Por favor, me ajude a fazer isso’.”

Sobre seu pai

“Meu pai passa grande parte do tempo indo a conferências sobre educação. Sei que para ele é estranho o fato de que agora as pessoas queiram ouvi-lo por minha causa, e não o contrário. Eu costumava ser conhecida como a filha dele; agora ele é conhecido como meu pai. Quando foi à França para receber um prêmio em meu nome, disse à plateia: ‘No meu lado do mundo a maior parte das pessoas é conhecida pelos filhos que têm. Sou um dos poucos pais sortudos conhecidos pela filha que têm’.”

Sobre voltar ao Paquistão

“Durante o último ano estive em muitos lugares, mas meu vale continua sendo o mais lindo do mundo. Não sei quando vou vê-lo de novo, mas sei que vou. Eu me pergunto o que aconteceu com o caroço de manga que plantei no nosso jardim no Ramadã. Imagino se alguém o está regando, para que um dia as futuras gerações possam apreciar a fruta.”

A Malala de hoje

“Meu mundo mudou muito. Nas prateleiras da nossa sala há prêmios do mundo inteiro – Estados Unidos, Índia, França, Espanha, Itália, Áustria, e muitos outros lugares. Fui até indicada para o prêmio Nobel da Paz, a pessoa mais jovem de todos os tempos. Quando ganhava prêmios pelo meu trabalho na escola, eu ficava feliz, pois trabalhava duro para merecê-los. Mas esses outros prêmios são diferentes. Sou grata por eles, mas só me lembram quanto ainda falta fazer para atingir a meta de educação para todo menino e toda menina. Não quero ser lembrada como a “menina que foi baleada pelo Talibã” mas como “a menina que lutou pela educação”. Esta é a causa para a qual estou dedicando minha vida.”

#2 Katherine Johnson

Nossa segunda personalidade trata-se de Katherine Coleman Goble Johnson, figura muito importante na história da NASA. Foi uma matemática, física e cientista espacial norte-americana. Nasceu em 26 de agosto de 1918 e faleceu em 24 de fevereiro de 2020, com 101 anos.
Ela fez contribuições fundamentais para a aeronáutica e exploração espacial dos Estados Unidos. Desempenhou trabalho de liderança técnica na NASA por décadas, onde calculava as trajetórias, janelas de lançamento e caminhos de retorno de emergência para muitos voos de Projeto Mercury, incluindo as primeiras missões da NASA de John Glenn, Alan Shepard, o voo da Apollo 11, em 1969, à Lua e trabalho contínuo por meio do programa dos ônibus espaciais e sobre os planos iniciais para a missão a Marte.
Desde muito cedo, Katherine mostrou sua habilidade com os números e ingressou na universidade com apenas 15 anos de idade.
O início da carreira foi difícil e não havia muitas oportunidades, os primeiros empregos que conseguiu eram para lecionar, até que ficou sabendo da oportunidade na NASA por intermédio de um parente e se inscreveu em 1953, onde foi imediatamente aceita.

Veja o que relata um arquivo oral do Projeto de Líderes Nacionais Visionários:

Primeiro ela trabalhou na gestão de recursos como técnica, fazendo cálculos, assim chamadas ‘computadores humanos’. Katherine era conhecida no departamento como um “computador de saias”. Seu principal trabalho era ler os dados das caixas-pretas de aviões e realizar outras tarefas matemáticas precisas. Então, um dia, Katherine (e uma colega), foram temporariamente designadas para ajudar uma equipe de pesquisa de voo toda ela composta por homens. O conhecimento de Katherine em geometria analítica a fez conquistar a confiança dos colegas e chefes homens, a ponto de esqueceram de devolvê-la para seu antigo setor. Enquanto as barreiras de raça e gênero estivessem sempre ali, Katherine os ignorou. Ela era assertiva, pedindo para entrar nas reuniões editoriais (onde nenhuma mulher esteve antes). Ela simplesmente disse às pessoas que tinha feito seu trabalho e que ela pertencia ao lugar.

Katherine foi co-autora de 26 artigos científicos. Em 2016, foi incluída na lista de cem mulheres mais inspiradoras e influentes pela BBC. O impacto de seu legado pioneira para a ciência espacial e computação lhe rendeu diversas honrarias e medalhas, além de servir como modelo para outras estudantes. Em 24 de novembro de 2015, o presidente Barack Obama incluiu Katherine na exclusiva lista de dezessete estadunidenses que receberam a Medalha Presidencial da Liberdade e seu nome foi citado como exemplo pioneiro de mulheres negras na ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Que mulher brilhante, não é mesmo meninas!

#3 Mary Louise Streep

Mary Louise Streep, ou simplesmente Meryl Streep, é atriz norte-americana. Atua em teatro, televisão e cinema. A mídia a descreve como a “melhor atriz de sua geração”. Streep é conhecida principalmente por sua versatilidade em seus papéis e sua adaptação em sotaques.
A fama chegou com os filmes “O franco-atirador” e “Kramer vs. Kramer”, ao lado de Dustin Hoffman. Este último filme lhe deu seu primeiro Oscar, de melhor atriz coadjuvante.
Mary estudou música, arte dramática e ópera na Universidade de Yale. Depois de acabar os estudos, trabalhou no Theatre Repertory Company, de Phoenix. Na televisão, atuou pela primeira vez na série “Holocausto”. Entre seus principais filmes estão “A mulher do tenente francês”, “O retrato de uma coragem”, “As pontes de Madison”, “O diabo veste Prada” e, dentre os mais recentes, “Mamma Mia!”, adaptação do famoso musical com canções do grupo ABBA.

Prêmios

Mary, foi nomeada para Melhor Atriz principal na edição Óscar 2018, atingindo a sua 21.ª indicação ao Oscar, tendo vencido três vezes. Também recebeu 29 indicações ao Globo de Ouro, vencendo oito, um recorde para o prêmio. A atriz também recebeu três Emmys, dois Screen Actors Guild Awards, o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes e no Festival de Berlim, cinco New York Film Critics Circle Awards, dois BAFTA, dois Australian Film Institute Award, quatro indicações ao Grammy Award e uma indicação Tony Award, entre outros prêmios.

Recebeu o prêmio honorário do American Film Institute em 2004 e o Kennedy Center Honor em 2011, ambos por sua contribuição para a cultura dos Estados Unidos através das artes performáticas, sendo a mais jovem artista da história a receber tal distinção. Foi condecorada por duas vezes pelo presidente Barack Obama, em 2010 e 2014, com a Medalha Nacional das Artes e a Medalha Presidencial da Liberdade, mais alta condecoração civil dos Estados Unidos.

E você, qual é o filme dessa maravilhosa que mais te marcou? Conta aqui pra gente!

Histórias assim nos inspiram, não é mesmo? E como inspiram. Como injeção de ânimo a gente adora compartilhar com vocês. Tem guerreira aqui? Se quiserem compartilhar conosco histórias lindas deixem nos comentários ou se preferir tem nosso e-mail, afinal, A-M-A-M-O-S uma linda história.

Vem ser UAU

Larissa Drozdowski

@laridroz

Especialista em Beleza | Maquiadora | Criadora de Conteúdo para a UAUBox.

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